Lutadores do UFC são os padrinhos da sala de artes marciais em Duque de Caxias

Lutadores do UFC são os padrinhos da sala de artes marciais em Duque de Caxias
Foto: Divulgação
Alan Nuguette e Rafael Feijão foram convidados para serem os padrinhos da sala de artes marciais da vila olímpica de Duque de Caxias. O projeto contou com a parceria entre a LBV/Rádio Brasil, Prime Esportes, Fkerj e Boombox e o apoio da prefeitura local.

O lutador  do UFC, Alan Nuguette teve uma história de vida movida a superação, assim como muitos jovens que serão atendidos pelo projeto social de Duque de Caxias. Ex-morador de rua, ele ressaltou a importância do projeto.

“Batalhei muito para chegar onde estou hoje. Foi muito difícil, assim como a realidade de muitos jovens brasileiros de periferia. Na minha época eu não tive um projeto como esse erguido pelos parceiros desta ação. Talvez, se tivesse, meu caminho teria sido um pouco menos difícil. O que tenho a passar para essa juventude é que eles agarrem com unhas e dentes essa oportunidade, pois pode mudar a vida deles. Mesmo que eles não se tornem lutadores, eles vão poder usar essa filosofia das artes marciais em suas futuras profissões”.

Rafael Feijão é um dos representantes brasileiros na categoria dominada por Jon Jones no UFC, além de já ter sido campeão do extinto Strikeforce. Adepto do respeito pregado pelas artes marciais, ele afirma que o objetivo principal do projeto é ajudar na formação de cidadãos.

“É algo que irá ajudar a construir ou até mesmo mudar para melhor o futuro de várias crianças, não só levando o esporte, mas também educação, disciplina e uma outra realidade. Não visamos apenas formar atletas profissionais, mas pretendemos formar pessoas melhores, pessoas de bem. Esse é o legado”.

Medalhista de ouro no karatê nos jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007, Juarez Santos se mostrou bastante empolgado com a ação. Além de sub-secretário de esporte e lazer do município, ele também é presidente da Federação de Karatê do Estado do Rio de Janeiro (FKERJ).

“Vai ser uma sala com nível de academia profissional, já que são os mesmos tatames e bonecos sparrings de grandes equipes. O jovem de Caxias vai ter a oportunidade aprender uma atividade que com certeza vai influenciá-los para o lado do bem. Vale ressaltar que isso não seria possível sem a coletividade dos nossos parceiros. Como cidadão caxiense, estou muito empolgado com essa oportunidade que daremos às nossas crianças”.

A iniciativa de levar os ensinamentos das artes marciais a moradores de lugares carentes começou em 2010, no morro da Providência, no Centro do Rio de Janeiro. No início, as projetos eram apenas em comunidades pacificadas. Com o reconhecimento, respeito adquirido e sucesso, as ações se estenderam à comunidades não pacificadas também, e após os 4 anos da primeira sala, já contam com mais de 30 projetos.

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Natural de São Paulo, Aline começou a assistir MMA durante o auge do Pride no início de 2000. Em 2012, depois de assistir o UFC 134 no Rio de Janeiro e o UFC 146 em Las Vegas, Aline foi convidada para contar sua experiência à Revista Tatame. E assim começou a sua carreira como colunista, redigindo artigos, realizando entrevistas para veículos nacionais e internacionais.r. É formada em Desenho Industrial pela FAAP e também tem uma empresa de marketing digital.

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  • Danyel P Lorenzo

    Muito legal. Depois de ver a história do Allan Nuguette, entendemos a importância de projetos como esse.

    • http://www.olhardofanomma.com.br Aline Bak

      Verdade,não esquecer as raízes.. bacana mesmo