O Olhar do Danyel: As maiores rivalidades no MMA

O Olhar do Danyel: As maiores rivalidades no MMA

Foto: Getty Images

Você que é fã de MMA, participe do nosso site, comentando e interagindo sobre os assuntos relacionados às artes marciais.

Quem assina quinzenalmente a coluna o Olhar do Danyel é o parceiro do site, Danyel Lorenzo @daparisse.

As maiores rivalidades no MMA

Os esportes de luta normalmente carregam por si só um ar de rivalidade, mas essa rivalidade não deve ser misturada com inimizade tornado aquele combate uma guerra, acreditando que seu oponente realmente é seu inimigo e não apenas um colega de trabalho querendo ocupar o mesmo lugar que você.

Deixando o lado poético e partindo para o que realmente interessa, essa rivalidade se dá por uma linha muito tênue onde qualquer deslize acende o estopim e a bomba da rivalidade logo explode.

Personalidade sempre presente em nossas colunas, Tito Ortiz protagonizou com Chuck Liddell uma das maiores, senão a maior desavença dentro do MMA. Antes companheiros de treino, amigos inseparáveis, mas a amizade entrou em rota de colisão quando Ortiz não aceitou defender seu cinturão contra seu amigo Chuck Liddell. A luta aconteceu acabou acontecendo em 2004, no fatídico UFC 47. The Iceman sagrou-se campeão tornando-se o primeiro lutador a nocautear Tito Ortiz. Os dois voltaram a se enfrentar com nova vitória de Liddell.

Anos depois ambos protagonizaram o reality The Ultimate Fighter,  mas a tão aguardada terceira luta  não aconteceu devido a uma lesão de Ortiz.

Outra sequência que deu o que falar, foi Wanderlei Silva x Quinton Rampage Jackson.
Uma rivalidade cunhada nas épocas áureas do lendário PRIDE.  O sempre provocativo Rampage não perdia a oportunidade de provocar nosso campeão. Após vencer Kevin Randleman por nocaute, Rampage ainda no ringue, desafiou o brasileiro que estava na platéia.  Subindo no ringue imediatamente, Wand e Rampage após muita confusão quase foram para as vias de fato. Ao todo foram 3 lutas sendo que duas delas ficaram marcadas com vitórias incríveis do brasileiro em uma sequencia de joelhadas até hoje nunca vista na história do MMA. Na terceira e última vez em que se enfrentaram, já pelo UFC, veio o troco de Rampage, que nocauteou Wanderlei ainda no primeiro round.
Sempre polêmico Wanderlei Silva, em seus longos anos de carreira criou muitos desafetos, mas não podemos esquecer seu algoz Vitor Belfort. O Fenômeno trucidou Wanderlei em apenas 44 segundos do primeiro round, no UFC 17.5 realizado em São Paulo, onde o emocionado colunista que vos escreve presenciou a cena.

Desde então o Cachorro Loco tenta uma revanche que era para acontecer após ambos protagonizarem o reality The Ultimate Fighter Brasil 1. Durante o programa houve desentendimentos e provocações a torto e direito e ambos mostraram claramente que aquela luta tinha algo muito mais emocional do que profissional. Porém o esperado combate não aconteceu, pois Vitor se lesionou nos treinos precisando operar sua mão o retirando da tão aguardada revanche. Luta que aconteceu contra Rich Franklin, onde Wanderlei acabou perdeu por decisão dividida.

Com uma história um pouco diferente das demais, BJ Penn e Matt Hughes ostentavam uma rivalidade dentro do Octagon visível, selada por muito respeito e admiração. Anos mais tarde chegaram a treinar juntos, inclusive Hughes ajudou BJ na preparação da luta contra Jon Fitch. Mas essa trilogia foi digna de fazer história.  Com treze vitórias consecutivas, Matt Hughes era o lutador a ser batido. Tido como invencível, até que no UFC 46 em 2004 cruzou com BJ Penn. Faixa Preta de Jiu Jitsu, BJ finalizou o campeão com um mata-leão no primeiro round e tornou-se o novo campeão da categoria. Dois anos depois, os lutadores voltaram a se enfrentar no UFC 63, combate vencido por Matt Hughes no terceiro round por nocaute. A última luta dessa trilogia foi escrita no UFC 123. Entrando para história do MMA, onde BJ nocauteou Hughes em apenas 21 segundos. Um clássico!!!

Migrando para os pesos pesados, uma rivalidade que estremeceu os alicerces da categoria, aconteceu com a trilogia entre o campeão Cain Velasquez e brasileiro Junior Cigano. O primeiro duelo aconteceu em novembro de 2011. O brasileiro levou a melhor, nocauteando o rival ainda no primeiro round. Sagrando-se campeão. Derrota que não foi bem digerida para Velasquez.  Na revanche, em dezembro de 2012, Velasquez dominou o Brasileiro por cinco rounds, deixando Cigano desfigurado, porém o desfecho foi para decisão dos juízes, que deram a vitória para o Norte Americano por decisão unânime. Após a derrota, sem desmerecer a vitória de seu oponente Cigano revelou que havia passado do ponto em seus treinos e entrado em OverTraining(um problema que ocorre quando o atleta faz mais exercícios do que seu corpo é capaz de se recuperar) além da separação de sua esposa. Com isso a terceira luta resolveria a questão, colocando em pratos limpos com quem deveria ficar o título. Cercada de muita provocação, Cigano chegou a dizer que Velasquez batia como uma menina, pelo fato de não ter conseguido nocauteá-lo na luta passada.

Dessa vez, Cain Velasquez chegou melhor do que nunca, em sua melhor fase não encontrou problemas para novamente aniquilar Junior Cigano, que acabou nocauteado após sofrer por longos cincos rounds.

Por última, mas não menos importante. Chael Sonnen e Anderson Silva. No melhor estilo provocativo Sonnen de ser, o primeiro combate aconteceu no UFC 117.  Antes da luta começar, quase ninguém apostaria no “falastrão” Chael Sonnen contra o invicto Anderson Silva. Mas quando o combate se iniciou, o campeão foi massacrado durante quatro longos rounds. Ninguém acreditava no que estava acontecendo, Chael Sonnen prometeu e estava cumprindo o que falava dentro do Octagon. Porém a virada veio no finalzinho do último round, com uma finalização de Anderson que encaixou um justo triângulo, obrigando o American Gangster a bater. Mais uma vez o brasileiro impressionou o mundo. Com uma luta tão equilibrada a revanche foi questão de tempo até ser anunciada. Chael não perdeu tempo e partiu para provocações, ofendendo Anderson, sua família e quem estivessem por perto. Dessa vez o brasileiro não deu chance ao seu arquirrival, que pela 15ª vez seguida venceu no UFC, defendendo seu cinturão de campeão dos pesos médios, a décima vez consecutiva, nocauteando seu oponente após uma linda esquiva, levando Chael à lona. Uma vitória honrosa e heróica tirando onda no final da luta, convidando o cabisbaixo americano para “comer um churrasco no Brasil”.

 

Este texto reflete a opinião do seu escritor e não necessariamente a do site.

Fã, deixe sua opinião, queremos saber qual seu olhar sobre esse assunto.

Participe comentando abaixo:
Danyel Lorenzo
@daparisse no twitter

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

Natural de São Paulo, Aline começou a assistir MMA durante o auge do Pride no início de 2000. Em 2012, depois de assistir o UFC 134 no Rio de Janeiro e o UFC 146 em Las Vegas, Aline foi convidada para contar sua experiência à Revista Tatame. E assim começou a sua carreira como colunista, redigindo artigos, realizando entrevistas para veículos nacionais e internacionais.r. É formada em Desenho Industrial pela FAAP e também tem uma empresa de marketing digital.

Notícias relacionadas

  • Fausto Bernardes

    Belo texto….E qual será a próxima grande rivalidade???

    • Danyel P Lorenzo

      Acredito q uma grande rivalidade vai iniciar com o Campeão Chris Weidman, mas resta saber c quem Rs

      • http://www.olhardofanomma.com.br Aline Bak

        Verdade Danyel, vamos iniciar uma nova era de rivalidades com o campeão.